Ritmo Total

Ritmo Total

O olhar que Ritmo Total lança sobre o mundo das bandas-espetáculo representa a primeira vez que Hollywood tratou desse universo de alta energia e aventura. "Adoro filmes que nos transportam para ambientes em que nunca estivemos", declara a produtora Wendy Finerman. E acrescenta: "Ritmo Total mostrará às pessoas algo novo e original. Essas bandas nos fazem sentir vivos, nos animam por dentro. Não se consegue deixar de sorrir de orelha a orelha quando se assiste a apresentação de uma banda-espetáculo. Achei que isso seria um ótimo pano de fundo para um filme".

Wendy Finerman recorreu a Charles Stone para dar vida a esse universo, após assistir os aclamados e rascantes anúncios "Whassup?!" de Stone para a Budweiser, e o filme de estréia do diretor, o drama Paid in Full. "Fiquei impressionada com o fato de os anúncios de 'Whassup?!'e Paid in Full terem se originado de um mesmo talento. Ficou claro para mim que Charles poderia fazer qualquer coisa", lembra ela.

Para Charles Stone, as bandas-espetáculo representam um mundo que engloba a música, a dança e agora, claro, o cinema. "As bandas-espetáculo realmente abrangem os mundos do hip-hop e do R&B com um estilo de coreografia explosivo", comenta Stone. E completa: "A maioria das pessoas está familiarizada com as bandas marciais que viram na televisão, que são muito formais e com um estilo meio militar. Com hip-hop e um ritmo dançante mais complexo e funkeado, as bandas-espetáculo são mais extravagantes e criam um estilo intenso, cheio de energia. São consistentes, cheias de vida. Isso implica precisão e técnica, além de senso teatral e arte cênica".

A tradição das bandas-espetáculo começou há mais de 50 anos, na Florida A&M University (FAMU), em Tallahassee, reconhecida há muito como a banda marcial de escola negra de maior destaque nos EUA. A pitoresca pompa e o espetacular senso teatral foram introduzidos por um dos mais renomados maestros de banda marcial do país, o dr. William Foster (agora, o diretor emérito da banda da Florida A&M University), que veio dar nessa singular forma de espetáculo musical durante uma apresentação em 1946, o ano em que assumiu sua batuta na universidade.

William Foster, tido como o "Decano dos Diretores de Banda Americanos", rompeu a tradição naquele dia, mais de 45 anos atrás. Foster revolucionou para sempre as técnicas de banda marcial, particularmente o visual e a emoção associados com as apresentações nos intervalos dos jogos. O estilo rígido, militar das bandas marciais tradicionais se transformou nas apresentações alto astral e vibrantes de Foster.

Na década de 60, bandas de escolas passaram a atrair a atenção de todo o país graças às suas apresentações espetaculares. A Grambling de Louisiana conseguiu uma mudança significativa em 1964, quando sua Marching Tiger Band se apresentou durante os intervalos do campeonato da Liga de Futebol Americano, em San Diego. Em 1967, a mesma banda foi aclamada nacionalmente por sua apresentação no intervalo do primeiro Super Bowl.

A fim de adotar o estilo inovador de William Foster, Charles Stone convocou o diretor da banda da escola secundária de Atlanta, Don Roberts, para prestar consultoria técnica ao filme. Don Roberts, que se formou na FAMU e é discípulo do trabalho de Foster, compara as bandas marciais de estilo militar e as "bandas-espetáculo". Ele diz: "As bandas-espetáculo têm muito mais energia. A música que tocamos é mais popular. Não apenas os últimos sucessos pop, mas tudo, desde 'Flight of the Bumblebee' ao Jackson 5. Esses garotos não levam qualquer música para o campo. Tudo o que eles fazem é sempre ensaiado. Não é só dança. Eles tocam instrumentos, tentando permanecer em formação enquanto tocam a música que decoraram".

Dallas Austin atrai a atenção para sua cultura, e forneceu o estímulo para a história original do filme: Ritmo Total descreve de forma livre as próprias experiências do gigante da música na banda da escola em sua cidade natal, Atlanta, que serviu de locação para o filme.

Austin deu a partida para o projeto de Ritmo Total ao procurar a Twentieth Century Fox em meados da década de 90 com a idéia original de um filme sobre a banda de uma escola secundária. Ele enviou a fita de uma dessas bandas em ação aos executivos da Fox, que ficaram "extasiados".

"Em Atlanta, havia sempre disputas entre as bandas de escola no estádio Georgia Dome", conta Austin. E continua: "Era como ir a um show, só que se tratava de uma competição entre umas 15 ou 20 bandas, que atraíam 45 mil, 50 mil pessoas - sem um time de futebol americano! E, quando Charles Stone e (a produtora) Wendy Finerman assistiram uma dessas apresentações, sua reação foi além do esperado".

Charles Stone, Wendy Finerman, Gerson, Dallas Austin e os outros integrantes da equipe de realizadores de Ritmo Total queriam que o filme retratasse o domínio de cena e a musicalidade das bandas-espetáculo. "Elas incorporam a dança à coreografia da banda. Você tem 350 garotos em sincronia, dançando uma coreografia e ao mesmo tempo tocando ritmos complexos e melodias que se emaranham nessa mistura incrível. Muitos floreios, porém com forte senso de uniformidade e sincronia, que é a chave", explica Austin.

"É como um grande musical", acrescenta Charles Stone. E completa: "Embora não tenhamos pessoas que começam a cantar, temos esses espetáculos incríveis de percussão e tambores". Stone observa que Ritmo Total também possui elementos de um filme sobre esportes. "Em vez de futebol americano, basquete ou beisebol, o meio para o herói voar a uma grande altura é a banda marcial", pondera o diretor. "Devon, o herói da história, possui um talento indomado, cru, e sem nenhuma disciplina, e ele tem que trabalhar seu ego para poder liderar a banda num campeonato".

A trajetória de Devon, assim como a história em si, é parcialmente baseada nas experiências de Dallas Austin na escola. "Meu irmão entrou para uma banda marcial antes de mim. Ele era líder de uma seção e me ensinou tudo em casa, então quando passei para o nono ano eu sabia as cadências melhor do que os outros alunos. A caixa surda faz parte da hierarquia da linha de tambores. Eles tiveram de me colocar na caixa surda - por ser calouro. Mas eu não sabia ler música, que é o problema de Devon no filme".

Devon é um músico muito talentoso, porém indisciplinado que vem do Harlem e consegue uma bolsa de estudos para uma banda marcial de uma faculdade no sul, o reino das bandas-espetáculo. Ele leva esse sabor alternativo de tocar tambor a essa escola muito ortodoxa de banda marcial e pensa em ser o astro principal. Ele chega à faculdade achando que vai botar para quebrar - em vez de se tornar parte de uma equipe.

Charles Stone e a produção inicialmente decidiram escalar Devon e os outros papéis de membros-chave da banda entre atores que tivessem uma posição contemporânea em termos de hip-hop e R&B - e estivessem familiarizados com percussão ou que pudessem aprender a técnica rapidamente. Pensaram, ainda, em procurar percussionistas de talento que fossem capazes de atuar. Finalmente, Charles Stone escalou Nick Cannon para o papel de Devon Miles. Ao escalar Cannon, o realizador optou por privilegiar o talento para a interpretação.

Don Roberts recorda: "Nick tinha toda a postura e as qualidades para representar, mas era muito limitado em termos de tocar realmente. No entanto, sua dedicação foi fenomenal. Começamos usando um dublê (o estudante do segundo ano da FAMU Jason Price, que fisicamente se parece com Cannon), porém, à medida que o filme avançava, ele mesmo começou a participar cada vez mais".

"Nick tem um equilíbrio interessante. Tem talento para atuar, é agradável e atraente, embora esse jovem adulto tenha uma vantagem, especificamente a vantagem do hip-hop. Esse interessante equilíbrio de inteligência e perspicácia mostra que Nick foi a escolha certa", elogia Stone.

Cannon se identificou muito com Devon. "Quando li o roteiro pela primeira vez, vi que o personagem era como eu, embora eu não soubesse que era a história de Dallas. E eu ia praticando com as baquetas enquanto eu lia o roteiro. Disse a mim mesmo, 'Esse é meu, vou fazer. Achei que era uma boa história'", conta o jovem ator.

Tentando domar o talento de Devon, formidável porém imprevisível, está o maestro da Atlanta A&T, dr. Lee, representado por Orlando Jones. O ator comenta: "O dr. Lee aprecia com ardor a velha escola, quer dizer, os clássicos rhythm and-blues dos anos 60, 70 e 80. Ele usa a música do passado para ensinar a seus alunos. Ele acredita mais no crescimento educacional e musical do que no domínio de cena e aspectos sensacionais de montar um espetáculo para o público. Sua vida e suas idéias são abaladas quando Devon, representando o pensamento da 'nova escola', chega a seu pensamento de 'antiga escola'". Devon faz força para tocarem mais músicas contemporâneas, o que claramente vai de encontro à ideologia musical de Lee.

O dr. Lee pensa que vai moldar esse músico fabuloso, contudo, ele descobre que Devon não sabe ler música. Esse é um conflito verdadeiro para o dr. Lee, porque ele não pode conceber que alguém esteja nessa área sem saber ler música. Finalmente, ele tem de olhar para sua banda através dos olhos de Devon e percebe que a banda poderia usar de fato aquela energia bruta e aquele talento.

O conflito dramático leva à desarmonia entre o novato inexperiente, Devon, e o veterano mais disciplinado e líder de seção Sean Taylor, personagem de Leonard Roberts.

"Devon pensa que Sean é apenas alguém mais adiantado que implica com ele. Mas Sean está apenas tentando manter sua seção unida, embora Devon diga, 'É comigo'. Todo o conceito de uma banda marcial é 'Uma banda, um som'. Devon está tentando fazer seu próprio som, então Sean estabelece um conflito ao tornar isso claro para ele", explica Cannon.

"Sean não é o vilão" defende Leonard Roberts, por sua vez. E continua: "É um veterano na Atlanta A&T, apaixonado e bastante determinado. Ele admira o dr. Lee, por cujo estilo Sean tem profunda admiração, e tenta pasar isso para a seção. Mas, nesse processo, ele perde de vista o conceito de 'Uma banda, um som' porque toma como pessoal tudo que Devon faz. Isso o leva a se concentrar mais no individual que no trabalho conjunto da banda".

Orlando Jones explica que o mote de Lee - "Uma banda, um som" - significa a insistência do personagem em ouvir um trombone, apesar de haver dez na banda. Ele quer ouvir uma tuba, embora haja quatorze.

Jones prossegue: "No decorrer da história, o dr. Lee compreende que Devon e Sean estão na verdade travando uma guerra particular e destruindo não só a linha de tambores, mas a unidade da banda. Qualquer um que queira ser melhor do que aquele que está ao lado está destruindo o conceito da banda".

Uma outra personagem que tem um papel crucial na nova vida de Dove é Laila, que inicia um romance com o novato que acaba de chegar. Zoë Saldana diz acerca de sua personagem: "Ela é apenas uma garota sulista com princípios sulistas, conservadora, porém, ao mesmo tempo, moderna. Ela conhece Devon e ele consegue tirá-la completamente do casulo, pois ele é bem diferente dela".

"Laila é como Sean, no sentido de que ela tem um mundo estável em Atlanta A&T", acrescenta Charles Stone. E continua: "Ela é a líder das meninas que dançam na banda. Devon é muito espontâneo e isso entra em conflito com o jeito dela. Ela está muito tranqüila, quase tranqüila demais em seu mundo. Devon é destemido e, no início, Laila cria uma distância entre os dois. Mas pode-se ver aquela faísca em seus olhos, aquela faísca de curiosidade".

Uma banda, um som

No decorrer da produção, Charles Stone e sua equipe juntaram centenas de músicos e atores em seis bandas marciais, e cada banda se tornou um personagem em si. A faculdade Morris Brown, em Atlanta, que existe de fato, teve uma participação fundamental no filme - "Eles foram sensacionais, tocando uma variedade incrível de músicas", entusiasma-se Stone - mas ainda deixou para os realizadores a difícil tarefa de reunir 170 músicos com experiência em bandas marciais para se passarem pela fictícia banda Atlanta A&T Pounding Panthers. Os Panthers tinham de parecer uma banda de verdade nas cenas filmadas na Morris Brown, tocando o tema do filme, "One band, one sound" com muito pouco tempo de ensaio.

Stone recorreu a um dos produtores do filme, Timothy M. Bourne, bem como ao consultor técnico Don Roberts para auxiliá-lo na escalação dos componentes da banda de "heróis" de Ritmo Total. Ao escalar o elenco, Roberts e Bourne recrutaram membros de bandas de escolas e faculdades de Atlanta, e até ex-alunos, já formados. A idade dos componentes da banda da Atlanta A&T University variou de 16 a 26 anos. "Passamos a primeira semana de ensaios apenas tentando fazer com que parecessem uma banda", diz Roberts, rindo.

O elenco de Ritmo Total enfrentou o desafio de retratar músicos de forma verossímil. Nick Cannon e seu dublê, Jason Price, passaram horas intermináveis na suíte de hotel do primeiro praticando num quarto com proteção acústica. Cannon até dormiu com baquetas presas às suas mãos quando viajou para Atlanta pela primeira vez, para se juntar à produção. Quando pegou o jeito de segurar as baquetas, começou o exigente treinamento.

"Mais parece ginástica", brinca Cannon, falando sobre os rigores de se aprender a tocar tambor numa banda marcial. E completa: "Fiquei com dores nas mãos de tanto tocar! Os componentes da linha de tambor fazem um monte de coisas com suas baquetas, atirando-as, marchando enquanto tocam. Fizemos isso por semanas, treinando na escola. Tocamos e treinamos sob chuva tendo de subir arquibancadas descobertas com tambores na cabeça. Ao final do dia, estávamos doloridos, mas valeu a pena".

Leonard Roberts é também um novato nos tambores e começou seu treinamento na Escola Secundária Southwest DeKalb, de Atlanta, num curso chamado Drumming 101. "Eu estava lá com aqueles novatos e comecei do início. Eles me jogaram lá com outros artistas do elenco. Desde o princípio, senti como se me entregassem duas varetas e tivesse de fazer uma fogueira", comenta o ator.

O ator GQ ainda tinha mais um desafio assustador: carregar um bumbo de quase 14 quilos, no seu papel como outro novato aspirante, um estudante branco. Como os demais atores, GQ tinha pouca experiência tocando antes de chegar a Atlanta para os ensaios.

Felizmente o ator encontrou componentes reais de bandas, que resolveram ajudá-lo. "Eles se tornaram basicamente meus professores particulares, me ensinaram que o segredo está no punho", diz GQ. E acrescenta: "Enquanto eu estava ganhando músculos, o instrumento estava cheio de sangue. Eu tinha buracos nas mãos, camadas e camadas de pele descascando e cortes feios. Não podia nem dobrar os dedos".

Durante o pequeno período de ensaio, Don Roberts moldou os atores como músicos de maneira tão convincente que Bourne diz que o grupo de tambores do filme poderia muito bem ser o melhor do país. "Eles formam um grupo fenomenal de astros. Quando tocaram para a equipe pela primeira vez fizeram o diabo com seus instrumentos. A equipe ficou ali, de queixo caído", conta Roberts.

Qualquer diretor nos Estados Unidos vai lhe dizer que ali está uma banda e um grupo de tambores", afirma Don Roberts. E completa: "Eu os chamo de a 'batida do coração da banda'. São como a nossa pilha. Quando estávamos no set, não se podia distinguir os atores dos tambores reais, não apenas no campo, mas também fora dele. Eles se deram muito bem, tornaram-se uma equipe".

Orlando Jones, como o dr. Lee, personifica o líder de todo o conjunto musical de 170 membros. Jones se empenhou na pesquisa que fez para viver o dr. Lee na tela, especialmente na "escola" de Don Roberts. No dizer de Charles Stone: "Como uma criança pequena com um brinquedo novo, Orlando descreveu o que sentia ao reger a banda marcial, com 70 instrumentos de metal e 30 de sopro, as tubas e a enorme seção de percussão - para dirigi-la e moldá-la. Nenhum personagem se torna tridimensional até que o ator se envolva com ele. Quando Orlando parou frente à câmera, com um pungente sentido de articulação na voz, havia o peso da autoridade que ele trouxe ao personagem.Você podia ouvir os anos de treinamento no som daquela voz".

A paixão de Orlando Jones pela música também o ajudou a formar o personagem. "Ouço todos os tipos de música, o que me deu a obrigação de fazer bem o papel. Queria que minha regência fosse perfeita, de modo que as platéias ficassem atraídas pela história do dr. Lee e Devon. E queria que a banda da Atlanta A&T fosse a melhor em campo", declara Jones.

Elevando cada vez mais a energia do filme estão as chefes de torcida, lideradas por Zoë Saldana como Laila. A coreógrafa Glenda Morton convocou antigas chefes de torcida dos Atlanta Falcons da NFL e dos Atlanta Hawks, da NBA, para ajudar a dar o formato ao grupo de dançarinas. Também deu a Saldana a oportunidade de brilhar.

"Acho que machuquei mais músculos no meu corpo em apenas um mês do que nos nove anos da minha carreira de bailarina", Zoë Saldana confessa ao falar das rigorosas seqüências que teve de aprender como Laila. E continua: "O tipo de dança que ela faz é diferente do balé clássico. No balé, pensa-se em dissimular suas curvas. Aqui, trata-se de melhorar os atributos que Deus lhe deu".

Quando a equipe de produção e os consultores formaram esses 170 músicos, atores e bailarinas no Atlanta A&T Pounding Panthers, Dallas Austin criou uma música nova em seu estúdio de gravação em Atlanta, para a banda tocar frente às câmeras. Além do seu papel de produtor executivo do projeto, Austin também produziu a trilha sonora contemporânea, além de fazer novos arranjos musicais para as bandas da produção.

"Todas essas bandas-espetáculo do sul tocam 40 sucessos. Meu trabalho era ajudar a criar novos 40 sucessos, fazer com que tocassem no rádio antes do filme sair, para as platéias os reconhecerem como arranjos feitos para a banda no filme", conta Austin.

O primeiro single da trilha sonora é "I Want a Girl Like You". O segundo é a altamente anunciada estréia solo de JC Chasez do sucesso do *NSYNC, "Blowing Me Up (With Her Love)". A trilha sonora povoada de astros conta com Nivea, Trick Daddy, Jermaine Dupri, Alicia Keys, Nappy Roots, Petey Pablo, Monica - e Nick Cannnon.

Austin admite: "Foi um novo desafio musical para mim compor uma canção e passá-la para a banda. O outro desafio foi juntar as canções da trilha, tendo a certeza de que o filme tem canções compostas para ele, não inspiradas por ele. Eu queria que o filme fosse cheio de músicas que remetessem o espectador a ele".

As locações

Filmar Ritmo Total em Atlanta permitiu aos realizadores reunir um grupo de músicos de talento. Como o produtor Timothy Bourne gostava de dizer durante as filmagens: "Não dá para se mexer em Atlanta sem esbarrar numa banda marcial. Faz parte da cultura local. Atlanta era o lugar natural para as filmagens. É orgânico à cidade".

Embora outras locações tenham sido cogitadas, - como o Texas e a Flórida - os realizadores, em última análise, haviam pensado na Georgia quando escolheram Atlanta (a base das gravações de Dallas Austin) para ser a sede da produção. Grande parte das filmagens ocorreu nos campus da Clark Atlanta University e do Morris Brown College, que se fizeram passar pela fictícia Atlanta A&T University. Ambos os campus fazem parte da histórica Atlanta University Center Institutions, a mais antiga e maior associação de instituições privadas afro-americanas de ensino superior no país. Desde que, em 1988, Spike Lee dirigiu Lute pela Coisa Certa, no Morehouse College, não se fazia um filme em Atlanta que pusesse em evidência a cultura negra da vida universitária do sul.

Vencedor de dois Emmy, o desenhista de produção Charles Bennett deu um toque mágico ao filme supervisionando a transformação do Clark Atlanta's Panther Stadium (construído para as Olímpíadas de Verão de 1996) nas instalações do Atlanta A&T. O trabalho incluiu a reforma do placar e novas cores, embora os realizadores tenham mantido a familiar pantera, mascote do campus.

O diretor Charles Stone levou sua trupe para o lar dos Atlanta Falcons para orquestrar a seqüência final do filme - a disputa entre as bandas - que contou com bandas reais do Morris Brown College de Atlanta (os Wolverines), da Clark Atlanta University (os Mighty Panthers), além do Bethune-Cookman College da Flórida (os Wildcats), em Daytona Beach, Grambling State Tiger Band da Louisiana, além da banda fictícia da Atlanta A&T University, a Panther Band.

Uma das marcas registradas dessas competições é a apresentação de um artista de rap, acompanhando uma ou mais bandas. "Se você ouvir vários discos, como o de Trick Daddy 'Take It to the House', verá que têm influência de banda", observa Dallas Austin. E acrescenta: "Pense em Mystikal, Petey Pablo, Outkast; todos eles incorporaram sons de bandas em sua música rap porque é uma coisa forte na cultura do sul. Por isso é que esses grupos tocam 40 hits e rap - são como uma versão 'street' da música da banda".

Trabalhando com o selo Jive Record (produtor e distribuidor da trilha sonora), a produção permitiu ao popular rapper Petey Pablo tocar com os Wolverines de Morris Brown na vibrante seqüência final no estádio Georgia Dome. A presença de Pablo levou cerca de 40 mil pessoas ao Georgia Dome em dois dias no fim de semana, para participarem como figurantes no filme. "Para ver essas bandas competindo. Foi sensacional", diz Stone, entusiasmado.

Wendy Finerman fala de outro filme marcante, ressaltando que Ritmo Total é mais que um filme sobre bandas. "É como Rocky - Um Lutador, um filme sobre pobres-coitados, um grupo de garotos que se juntam e vão além dos seus sonhos mais loucos. Quem não se identifica com isso?"

SOBRE O ELENCO

NICK CANNON (Devon) - Faz sua estréia no cinema com este filme, é conhecido como o astro (além de criador e produtor executivo) de sua própria série no canal Nickelodeon, The Nick Cannon Show.

O multifacetado Cannon começou muito cedo, com apenas oito anos de idade, a tamborilar no tambor e a tocar gaita e sintetizador. Em pouco tempo passou a dominar a composição de músicas e gravou suas primeiras harmonias infantis em seu aparelho de som. Antes da adolescência, Cannon começou a se apresentar nos palcos, como músico e comediante. Em seguida, criou o Da Bom Squad, uma dupla de rap, em San Diego. Seu ritmo de hip-hop fez sucesso em locais como o Billboard Live (N.T.: casa de shows em Miami) e dividiu o palco com artistas como Montell Jordan, LFO e Will Smith.

Cannon foi para Hollywood quando tinha 16 anos e logo conseguiu trabalhar em locais como The Improv, The Laugh Factory e Comedy Store, apresentando-se ao lado de artistas como Chris Tucker, Chris Rock e Damon Wayans. A indústria voltou os olhos para este talento em ascensão, e Cannon passou a introduzir a série de sucesso da Nickelodeon All That. Os produtores da série reconheceram que o talento de Nick Cannon merecia estar em frente às câmeras e logo o tornou membro do elenco fixo do seriado e um dos apresentadores da turnê por 47 cidades de All That Musical Festival and More. Seu trabalho seguinte, como um dos apresentadores de Snick House, da Nickelodeon, alavancou sua carreira, resultando na criação de sua própria série, The Nick Cannon Show.

Além de seu trabalho na Nickelodeon, fez uma participação como convidado em The Parkers, da UPN e, juntamente com seu mentor, Will Smith, desenvolveu um piloto de TV para a Warner Bros. chamado Loose Cannon, produzido por Smith e tendo Cannon como astro e redator.

ZOË SALDANA (Laila) - Estreou no cinema no drama de Nicholas Hytner, Sob a Luz da Fama, a que se seguiu Volta por Cima, com Kirsten Dunst e Colin Hanks.

A seguir, estrelou o filme independente Snipes, que estreou no Festival de Cinema de Toronto de 2001. Atuou ao lado da cantora Britney Spears em Crossroads - Amigas para Sempre.

Na televisão, a atriz fez participações especiais em Keeping It Real, da Warner, e no seriado ganhador do Emmy, Lei e Ordem.

Começou a atuar quando se juntou ao grupo teatral nova-iorquino FACES Theatre Co., que apresenta esquetes para adolescentes lidando com diversos temas, que incluem uso de drogas, violência em casa e violência sexual.

ORLANDO JONES (Dr. Lee) - Com mais de uma dezena de filmes em seus créditos nos últimos três anos, Orlando Jones é, sem dúvida, um dos atores cômicos mais requisitados do meio.

Sua estréia no cinema se deu no aclamado drama de Barry Levinson, Ruas de Liberdade. Recentemente, ele estrelou ao lado de David Duchovny e Julianne Moore a comédia Evolution.

Em seus créditos estão também Virando o Jogo, com Gene Hackman e Keanu Reeves, Endiabrado, Diga que não É Verdade, com Heather Graham, e Pior É Impossível, com Eddie Griffin.

Jones co-estrelou a refilmagem do clássico de ficção científica dos anos 1960 A Máquina do Tempo, e emprestou seu talento vocal para o filme de animação ainda inédito Tortoise vs. Hare, dos mesmos criadores de A Fuga das Galinhas.

O ator iniciou sua carreira como membro do elenco original do programa de humor do canal FOX, Mad TV, onde passou duas temporadas antes de dar início à sua carreira na tela grande.

LEONARD ROBERTS (Sean) - É conhecido do público de televisão por seu papel como Forrest Gates em 12 episódios (da temporada de 2000) do popular seriado de televisão Buffy, a Caça-Vampiros.

O ator iniciou sua carreira no teatro, em Chicago, atuando em inúmeras produções de renomadas companhias teatrais da cidade. Estreou no cinema com papéis pequenos em Uma Loucura Chamada Amor e Homens Perigosos, antes de estrelar juntamente com Denzel Washington, He Got Game, de Spike Lee.

Na TV, também atuou no drama Turks, fez participações especiais em J*A*G, Freaky Links, Due South e Any Day Now, além de atuar na minissérie da NBC The '60s e no telefilme Masquerade.

GQ (Jayson) - Um dos jovens talentos da indústria, divide-se entre o trabalho de ator e o de escritor. GQ são as iniciais de Gregory Qaiyum. Estudou teatro experimental na Universidade de Nova York e, antes de se formar, ele e alguns colegas de turma criaram seu projeto, uma combinação de hip-hop e teatro, que resultou no sucesso do circuito off-Broadway, The Bomb-itty of Errors, uma adaptação original de A Comédia dos Erros, de Shakespeare, reinterpretada no gênero hip-hop. GQ atuou, cantou rap, escreveu a adaptação e foi o produtor.

Após uma bem-sucedida temporada de sete meses em Nova York, ele levou a montagem ao U.S. Comedy Arts Festival, da HBO, em Aspen, e ganhou o prêmio do júri de Melhor Show. The Bomb-itty of Errors teve mais uma temporada de sucesso recentemente, desta vez por quatro meses, em Chicago, e é possível que venha a ser apresentado em Toronto e Londres.

Sua estréia no cinema ocorreu na comédia de Martin Lawrence e Danny De Vito, O que Mais Pode Acontecer?, e contracenou com Lance Bass, do N'Sync, e Joey Fatone em On the Line, filmado em Chicago no ano passado.

JASON WEAVER (Ernest) - Possui uma carreira de sucesso, seja como ator ou como cantor, sendo que tudo começou com um comercial da Coca-Cola quando era garoto e morava em Chicago. Após trabalhar em vários anúncios de TV e também como modelo, Jason Weaver passou a atuar em 1990, com três projetos distintos: contracenou com Whoopi Goldberg em Uma História Americana, trabalhou com o já falecido Sammy Davis Jr. em O Maior Presente de Natal, bem como na série da ABC, Brewster Place, produzida e estrelada por Oprah Winfrey.

Dois anos mais tarde interpretaria o papel que alavancou sua carreira, ao ser escolhido por Michael Jackson para retratar o cantor quando criança na minissérie da ABC, The Jacksons: An American Dream, conquistando seu primeiro prêmio Young Artist (Jovem Artista).

Além do talento de ator, o papel também revelou seu talento vocal, chamando a atenção da Motown, que o chamou para cantar duas músicas para a trilha de sua minissérie, além de assinar um contrato com Weaver para gravar um CD. Até o momento ele já lançou dois álbuns, "Love Ambition" e "Stay with Me".

Ele também emprestou sua voz ao personagem Simba, no filme de animação da Disney O Rei Leão. O adolescente recebeu seu segundo prêmio Young Artist pelo trabalho no filme, além de uma indicação (partilhada com outro cantor em ascensão, Brandy Norwood) pela série da ABC, Thea.

Desde então, Jason Weaver trabalhou na televisão, como no telefilme da ABC Summertime Switch, e fez diversas participações especiais na série Sister Sister, um papel principal no seriado Smart Guy, e uma participação no telefilme da TNT Freedom Song.

EARL C. POITIER (Charles) - Seu primeiro filme foi o drama Duelo de Titãs, retratando o personagem da vida real Blue Stanton. Também trabalhou em telefilmes e é conhecido do público de TV por atuar como George na temporada atual de Roswell.

Poitier foi professor de jardim de infância por um ano antes de iniciar sua carreira de ator profissional no teatro, em peças como O Rei Lear, A Tempestade e Tosca.

J. ANTHONY BROWN (Sr. Wade) - É um prolífico comediante, ator e redator de humor. Alfaiate profissional, desejava ser estilista antes de criar um show de humor depois de se inscrever num concurso tipo 'gong show' numa casa noturna em Atlanta, onde morava. Convidado a voltar para se apresentar regularmente na casa, Brown acabou se apresentando no local pelos dois anos seguintes.

Mudou-se para Los Angeles em 1989 em busca de trabalho na televisão, conseguindo logo um lugar como redator de The Arsenio Hall Show, talk-show muito popular transmitido em rede nacional. Depois de cinco anos, Brown passou a trabalhar como redator para outros programas de sucesso, como os seriados Parenthood e Me and the Boys.

Apresentou-se em Vibe, Def Jam, It's Showtime at the Apollo, Evening at the Improv e Oprah, e teve papéis em Moesha, Living Single e Parenthood, além de participações em The Parkers e Sparks.

No cinema, atuou em How to Be A Player, com Ice Cube, e Pay the Price. Seu talento foi reconhecido através dos prêmios Peabody e NAACP Image.

SOBRE OS REALIZADORES

CHARLES STONE III (diretor) - Dirige seu segundo filme depois do drama urbano Paid in Full, com Mekhi Phifer, Chi McBride e Esai Morales.

Ele começou sua carreira na área do entretenimento com videoclipes, tendo dirigido mais 30 para celebridades da música como o Living Colour, Tribe Called Quest, Public Enemy, The Vaughan Brothers e o The Roots. Um dos mais badalados jovens diretores, a combinação única e vibrante de animação, texto e ação ao vivo de Stone lhe rendeu elogios da crítica e inúmeros prêmios da indústria musical, de organizações tais como: CEBA, Billboard, The Source e MTV.

Stone, considerado pelos críticos um homem renascentista, atuou no teatro na Brown University, que ficava próxima à Escola de Design de Rhode Island, onde se formou em belas artes em 1988. Após a formatura, ele foi contratado para trabalhar com animação na Woo Art International.

Passou a trabalhar com publicidade, criando a inesquecível campanha da Budweiser chamada de "Whassuup?!", ganhadora do prêmio International Andy Grandy e do One Show Gold de Nova York. O realizador adaptou os anúncios a partir de um curta-metragem seu, True, do qual foi roteirista e diretor, além de aparecer nele. O curta agora faz parte do vídeo antológico intitulado Afrocentricity.

TINA GORDON CHISM (roteirista) - Estudou interpretação no segundo grau. Quando estudava na Universidade de Virginia, mudou sua área de interesse e passou a escrever, chamando a atenção com seu primeiro roteiro, um episódio do antigo Cosby Show, da NBC.

Enquanto ele não era produzido, ela começou um estágio no The Cosby Show quando ainda estava na faculdade, trabalhando na equipe de redação da série em Nova York. Após se formar, Tina Chism manteve seu interesse em escrever, indo para Atlanta trabalhar como jornalista no jornal Atlanta Tribune.

Posteriormente, escreveu o roteiro original Ballin', que agradou à HBO, onde seu trabalho foi homenageado no Urban World Film Festival. O roteiro chegou aos produtores executivos da Twentieth Century Fox, o que a levou a ser roteirista de Ritmo Total.

SHAWN SCHEPPS (roteirista/história) - Trabalhou como roteirista, atriz e diretora. Foi autora da história e do roteiro da comédia de sucesso de 1992, O Homem da Califórnia, e posteriormente escreveu, dirigiu e ainda participou da seqüência feita para a TV, Encino Woman. Escreveu o roteiro e dirigiu o filme Lip Service, e foi roteirista de O Genro dos meus Sonhos. Atuou em O Exterminador do Futuro e Out on a Limb.

WENDY FINERMAN (produtora) - Colecionou prêmios como um dos produtores de Forrest Gump - O Contador deHistórias, um dos filmes de maior bilheteria de todos os tempos, que recebeu seis Oscar, incluindo Melhor Filme, Melhor Diretor e Melhor Ator. O filme também faturou o Globo de Ouro de Melhor Drama, dois prêmios People's Choice, o Golden Laurel do Producer's Guild of America, e uma indicação ao British Academy Award (BAFTA) de Melhor Filme.

No mesmo ano, 1994, Wendy Finerman produziu outro filme de grande sucesso, o independente Assim te Quero meu Amor, que também recebeu diversos prêmios, como o do New York Film Critics, na categoria Melhor Diretor, e uma indicação ao Independent Spirit.

Em seus créditos como produtora estão, ainda, filmes como Lado a Lado, com Julia Roberts, Susan Sarandon e Ed Harris, Estranha Obsessão, com Robert De Niro e Wesley Snipes, a comédia Atraídas pelo Perigo, e O Encanto das Fadas, que ganhou o British Academy Award (BAFTA) de Melhor Filme para Crianças.

TIMOTHY M. BOURNE (produtor) - Começou sua carreira na indústria do entretenimento em Nova York, trabalhando para Woody Allen. Ele colaborou em Zelig, Broadway Danny Rose, Sonhos Eróticos numa Noite de Verão, Hannah e Suas Irmãs e A Era do Rádio. Em seguida, foi gerente de produção de filmes como Quero Ser Grande, Uma Secretária de Futuro, O Príncipe das Marés, Uma Equipe Muito Especial e Tempo de Despertar. Bourne produziu Um Novo Homem, Um Anjo em Minha Vida, Muppets do Espaço, Para Sempre Cinderella e Os Garotos da minha Vida.

JODY GERSON (produtora) - Faz sua estréia na indústria do cinema com Ritmo Total. Ela cresceu num ambiente musical, por ser filha dos donos do legendário Latin Casino Nightclub, onde presenciou as performances de talentos do porte de Frank Sinatra, Diana Ross, Richard Pryor e The Temptations. Influenciada por essas experiências, buscou uma carreira na música, descobrindo e lançando novos artistas.

Depois de se formar pela Northwestern University, em Chicago, ela se mudou para Nova York e foi trabalhar na Chappell Music. Lá, trabalhou com artistas como R.E.M., Rod Stewart, Bernie Taupin e U2, entre outros. Após seis produtivos anos, foi para uma divisão da EMI.

Na EMI, Jody Gerson trabalhou com alguns dos maiores talentos da música mundial. Não demorou muito até que Jody percebesse o potencial do R&B de Atlanta, e propôs uma parceria a os jovens compositores e produtores Jermaine Dupri e Dallas Austin. A parceria criou uma verdadeira fábrica de sucessos, com cada um deles compondo e produzindo músicas de astros como Kriss Kross, TLC, Madonna, Boyz II Men, Another Bad Creation, Monica, Usher, Blu Cantrell, Mariah Carey, Da Brat e muitos outros.

Seu gosto eclético a fez apostar no sucesso que fariam Enrique Iglesias e Alicia Keys.

Jody, que é vice-presidente executiva da EMI Music Publishing nos EUA, está desenvolvendo um segundo filme, juntamente com Dallas Austin e T-Boz, do grupo TLC, intitulado Jellybeans.

O ganhador do Grammy DALLAS AUSTIN (produtor musical executivo) é um dos mais requisitados produtores musicais da indústria do entretenimento. Sua criatividade e estilo inovador ajudaram a moldar o universo da música pop atual e do R&B, resultando em inúmeros sucessos no topo das paradas. Austin trabalhou com grandes astros como Madonna e Michael Jackson, além de TLC, Monica, Pink, Deborah Cox e Boyz II Men. Ritmo Total, baseado em sua experiência pessoal na banda de sua escola, marca sua estréia como produtor executivo de cinema.

GREG MOORADIAN (Produtor Executivo) - Faz uma parceria de sucesso com Wendy Finerman desde 1996. Os dois já produziram juntos diversos sucessos como "The Fan", "Sugar & Spicy", "Stepmom" e "Fairy Tale: A True Story".

SHANE HURLBUT (diretor de fotografia) - Recebeu uma indicação ao prêmio A.S.C. pela fotografia de seu primeiro filme, o premiado telefilme da HBO The Rat Pack, dirigido por Rob Cohen e estrelado por Ray Liotta, Joe Mantegna e Don Cheadle. Hurlbut foi o mais jovem diretor de fotografia já indicado ao prêmio com um filme de estréia, e o segundo cameraman mais jovem já indicado.

Em seguida, voltou a trabalhar com Rob Hurlbut no thriller Sociedade Secreta, e mais recentemente foi diretor de fotografia do drama romântico de John Stockwell Gostosa Loucura.

CHARLES C. BENNETT (desenhista de produção) - Ganhou dois Emmy pelo trabalho nas minisséries Evergreen e The Oldest Living Confederate Widow Tells All, além de ter recebido indicações pela direção de arte e os cenários nas bem-sucedidas minisséries Roots e Chiefs.

A longa carreira de Bennett abrange dezenas de telefilmes e minisséries. Ele também foi o desenhista de diversos filmes da HBO, como Miss Evers' Boys, Boycott e For Love and Country: The Arturo Sandoval Story, sendo que este último rendeu a Charles Bennett o reconhecimento do seu trabalho pela Society of Motion Picture and Television Art Directors.

Na tela grande, Bennett foi desenhista de produção de Homens Perigosos, A Caçada, New Jack City - A Gangue Mortal, Um Tira Implacável, Goodbye, Miss Liberty, McBain - O Guerreiro Moderno e Amargo Regresso.

BILL PANKOW, A.C.E. (editor) - Possui uma parceria com o diretor Brian De Palma que teve início há muitos anos, e ele tem sido o editor dos filmes do diretor desde Vestida para Matar. Natural de Nova York, estudou cinema na Escola de Cinema da Universidade de Nova York e trabalha com cinema há mais de 20 anos. Após adquirir experiência com documentários, videoclipes e comerciais, voltou-se para os longas-metragens, trabalhando em filmes como Uma Estranha Passagem em Veneza, de Paul Schrader, Na Calada da Noite, de Robert Benton, Intimes Confessions, de Christopher Crowe, Nu em Nova York, de Daniel Algrant, Assalto sobre Trilhos, de Joseph Rubin, Amarga Ilusão, de Gary Winick, A Colônia, de Tsui Hark, Risco Máximo, de Ringo Lam, e Os Chefões e Erxmas, de Abel Ferrara.

Na televisão, possui créditos na série da FOX aclamada pela crítica Tribeca, The Equalizer e na minissérie The Corner, que lhe valeu uma indicação ao prêmio Eddie, da American Cinema Editors.

SALVADOR PEREZ (figurinista) - Estudou no Fashion Institute of Design and Merchandising, em Los Angeles. Ele aplicou seus conhecimentos e adquiriu experiência trabalhando como chefe de seção de confecção do figurino de seu primeiro filme, Super Mario Bros.

Ele continuou nessa função nos filmes The Flintstones, Stargate, Casper, A Família Sol, Lá, Si, Dó, Ace Ventura - Um Maluco Na África e o épico ganhador do Oscar Titanic. Salvador tornou-se assistente de figurinista nos filmes Nothing to Lose, O Fantasma, Barb Wire - A Justiceira e Operação Dumbo.

Foi promovido a figurinista em Tudo aos Domingos e Um Grito por Justiça, ambos produzidos por Kenneth "Babyface" Edmonds e Tracey Edmonds. Recentemente, criou os figurinos do telefilme de Tracey Edmond, Maniac McGee.

Ele voltou a trabalhar com George Tillman (de Tudo aos Domingos) no drama histórico Homens de Honra, e também criou os figurinos da produção independente de William Richert O Homem da Máscara de Ferro, do filme de estréia de Patrick Tatopoulos na direção, Bird of Passage, e da temporada de estréia do seriado da FOX 413 Hope Street.

JOHN POWELL (música) - Compôs as trilhas sonoras de inúmeros filmes de sucesso desde que se mudou para os Estados Unidos, há cerca de quatro anos. Ele acentuou o tom de filme noir da direção de John Woo em A Outra Face e foi co-autor de quatro criativas trilhas para os filmes FormiguinhaZ, The Road to Eldorado, A Fuga das Galinhas e Shrek. O compositor também está por trás das trilhas experimentais de Forças do Destino e Endurance ¾ O Mais Duro Rallye do Planeta. Entre seus créditos mais recentes estão Evolution e Rat Race.

Powell estudou no Trinity College of Music, em Londres, onde ganhou os prêmios Boosey e Hawkes Music College. Seu trabalho no cinema teve início na Air-Edel Music, também em Londres, em 1989, onde trabalhou com os compositores Hans Zimmer e Patrick Doyle, auxiliando Doyle com a trilha de No Limite da Inocência e fazendo a programação da música eletrônica para Zimmer no filme White Fang.

No ano de 1994, Powell deixou a Air-Edel para criar, juntamente com Gavin Greenaway, a Independently Thinking Music (ITM), em Londres. Juntos, criaram trilhas para mais de uma centena de filmes de campanhas publicitárias na Europa.

Mudando-se para os Estados Unidos em 1997, imediatamente compôs as trilhas de dois projetos da Dreamworks para a televisão. Fez, ainda, os arranjos para as músicas que Stephen Schwartz compôs para o filme de animação O Príncipe do Egito.

Seus créditos incluem, ainda, With Friends Like These, Just Visiting, Eye See You e Pluto Nash.

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